14 de março de 2026

Atari 5200

A Atari era sinônimo de videogames em 1980 e o Atari VCS/2600 era o console mais desejado pelas crianças, o mais querido, o que tinha mais jogos e, principalmente, o que tinha os jogos mais desejados, aqueles que faziam a cabeça de crianças e adolescentes. Mas a concorrência não estava parada. Várias empresas tentaram entrar no mercado dominado pela Atari. Durante este capítulo, sobre a segunda geração de videogames vimos quantos modelos foram lançados, sem falar de clones e versões que praticamente daria um livro exclusivo sobre o assunto. De todos os concorrentes que enfrentaram a Atari entre 1977 e 1984, poucos tiveram algum sucesso em incomodá-la. A Mattel com seu Intellivision, a Magnavox e o seu Odyssey2 e a Coleco e o seu fantástico ColecoVision foram, provavelmente, as que mais se aproximaram disso. Mas, o irônico nisso tudo, é que o principal concorrente da Atari era a própria Atari.

Quando o Atari VCS foi lançado no segundo semestre de 1977, um console de videogame durava cerca de um a dois anos no mercado antes de ser substituído por seu sucessor que, na era Pong, significava um aparelho com algumas variações do mesmo jogo, nova embalagem, design e, muitas vezes, um novo nome. Um mais do mesmo que acabou na saturação total do mercado em 1978. Dentro dessa visão e sabendo que muita coisa foi cortada do que veio a se tornar o console de videogame Atari VCS a equipe de engenheiros do projeto Stella — Steve Mayer, Larry Nicholson, Joe Decuir e Jay Miner — logo vislumbraram novos caminhos e possibilidades, imaginando uma máquina com maior capacidade na geração de gráficos e recursos mais avançados de entrada e armazenamento. Atualmente esse é um processo absolutamente normal na criação de um novo console de videogame. Assim que um aparelho de nova geração é lançado um novo começa a ser projetado, mas estamos falando de 1977, o mercado de videogames ainda é uma criança e as empresas estão aprendendo com tudo o que está acontecendo. Não há histórico de outras empresas para ser estudado e os concorrentes, na sua imensa maioria, se contentavam em seguir o líder, no caso, a Atari.

Assim, com as possibilidades em mãos, Steve Mayer foi a uma reunião com Nolan Bushnell e Joe Keenan para fazer a pergunta mágica: como eles queriam que fosse esse novo sistema que sucederia ao Atari VCS. Nolan e Joe lhe disseram que queriam que fosse um computador e um sistema de videogame. Eles queriam um dispositivo para competir com a Apple, mas também queriam um dispositivo que seria o sucessor do seu atual console. Nolan e sua equipe de engenheiros jamais imaginaram que o Atari VCS chegaria em 1983 disputando o primeiro lugar em vendas.

Batizado de projeto Colleen, Mayer e sua equipe debruçaram-se sobre o hardware que já tinham em mãos. Retrabalharam o chip TIA melhorando em muitas vezes o que era usado no VCS e deram-lhe um novo nome chamando-o de CTIA(Computer Television Interface Adapter). Posteriormente o CTIA ainda seria revisado, ganhando novos modos gráficos, cores e o novo nome de GTIA(Graphics Television Interface Adapter). Também foram projetados um DMA (Direct Memory Access) em um chip chamado ANTIC(Alpha-Numeric Television Interface Chip) e um novo chip chamado de POKEY(Potentiometer Keyboard) que ficaria responsável por controlar o som, o teclado e as comunicações. Um hardware bastante avançado para a época, mas bem caro também. Tão caro que o inviabilizou de se tornar um novo console de videogame.

Se você leu a história do Atari VCS/2600 sabe que não foi só o fator preço o determinante para a Atari não lançar um sucessor para o VCS. A Warner, que acabara de adquirir a Atari, não conseguia entender porque um produto recém-lançado já precisava de um sucessor. Ela havia investido muito dinheiro na compra da Atari e ainda mais dinheiro para botar o VCS nas lojas e não estava disposta a investir ainda mais em um novo sistema quando o outro nem mesmo tinha vendas expressivas. Entretanto, um sistema de computador pessoal era outra história e a Atari viu as possibilidades, afinal a Apple e outros desbravadores do mercado de computadores pessoais estavam crescendo e ganhando muito dinheiro, então, porque a Atari não poderia ganhar também? O projeto Colleen transformou-se no microcomputador Atari 800 e seu derivado, o projeto Candy que veio a ser o microcomputador Atari 400, ambos lançados em novembro de 1979. A Atari agora tinha sua linha de arcade, seu console de videogame de sucesso e uma linha de computadores. O ano de 1980 seria um dos anos mais importantes para o Atari VCS que se consolidaria como um dos produtos mais queridos e desejados de todos os tempos.

Mas você deve estar se questionando o que essa breve história sobre os computadores da Atari tem a ver com a história do videogame Atari 5200, certo?

Simplesmente tudo!

Mais do que computadores, o Atari 400 e 800 eram máquinas de jogos. Eles tinham entradas para cartuchos e para controles, além, claro, de conexão para periféricos que permitiam que um grande conjunto de equipamentos, como drive de armazenamento e impressora pudessem ser conectados a eles e usados em um grande conjunto de tarefas. Só que sua principal função era ser uma máquina de jogos com uma capacidade bem superior a qualquer videogame existente na época. Só que custavam bem mais que um videogame. O Atari 400, por exemplo, custava US$ 400, o dobro do preço do VCS.

Como eu disse, no início da década de 1980 a Atari era a rainha dos videogames e o lançamento da versão do jogo Space Invaders para o console VCS deixou-a em uma posição muito confortável no mercado. Claro que essa montanha de dinheiro não passou despercebida pelos concorrentes. E foi nesse momento que entrou em cena o primeiro concorrente que realmente fez a Atari se mexer, a gigante dos brinquedos Mattel e seu videogame, o Intellivision. No começo o Intellivision não causou muitos problemas, mas, com o tempo, os jogadores começaram a perceber que ele era mais poderoso que o VCS e uma grande parte dos interessados em videogames, ao compará-los, optava pelo videogame da Mattel. Claro que ajudou muito quando a Mattel lançou um adaptador que permitia que os jogos do Atari VCS funcionassem no Intellivision.

Internamente a Atari começou a trabalhar no sucessor do VCS. Bem, não foi bem nisso que a Atari começou a trabalhar. Os executivos da Warner não queriam matar sua galinha dos ovos de ouro, eles realmente não conseguiam entender essa necessidade evolutiva em aparelhos tecnológicos. Eles, na realidade, começaram a trabalhar em uma versão melhorada do Atari VCS, algo que a Sony e a Microsoft fizeram na geração dos videogames PS4 e XBOX One, lançando uma versão mais poderosa do sistema em que os aparelhos conviveram pacificamente durante toda a geração. Era isso que a Atari queria fazer em 1982. A ideia era boa, mas a execução foi, realmente, um caso exemplar de como não se fazer.

A partir de 1980 a Atari começou a trabalhar em um projeto que teve vários codinomes como Sylvia, Super-Stella e, também, PAM. Esse último é motivo de inúmeras discussões até hoje pois não se sabe se era o nome de uma mulher, modus-operandi para nomear os projetos na Atari, ou se era o acrônimo de Personal Arcade Machine. Há anotações da engenharia da Atari ao lado desse codinome PAM dizendo “Super-Stella: Multipurpose”. O fato é que o ano de 1981 já estava correndo e o projeto do chamado Atari 3200 não havia avançado. Há um mito que afirma que protótipos desse console foram construídos, que um ou dois jogos foram feitos e de que os programadores da Atari se recusaram a programar para o novo sistema, que consideravam absurdamente complexo. A questão é que nunca ninguém conseguiu provar a existência desses equipamentos ou sequer apareceu com cópias, fotos ou algum protótipo desse videogame ou dos tais jogos. Também não há qualquer entrevista ou relato de programadores dessa época que comprovem que alguém chegou a desenvolver algo. Impossível aparecer alguma novidade não é, mas, a cada ano isso torna-se cada vez mais difícil. O que realmente existe são algumas imagens conceituais e nada mais.

Com o Intellivision rapidamente crescendo em vendas em 1981, a Atari se viu em uma situação complicada. O projeto do novo console ainda demoraria e a Mattel não estava para brincadeira. Além disso já circulava a informação de um novo console que estava em desenvolvimento por um concorrente “menor”. Esse console era o ColecoVision. Nesse caldeirão de informações a Atari precisou tomar uma decisão. O problema é que essa decisão deveria ter sido tomada em 1978/1979 e não em 1981. No mercado de produtos tecnológicos, um ano é muito tempo, como você verá diversas vezes nesse livro. A Atari decidiu pelo pacote pronto. Cancelaram o projeto Sylvia/Atari 3200/PAM e criaram o projeto PAM System X. Bom, esse foi um dos nomes entre os vários que o projeto recebeu durante seu andamento. Esse projeto consistia em usar o hardware dos computadores Atari 400 e 800 como base para criar o novo console da Atari. Exatamente o que Bushnell, Mayer e Keenan queriam fazer em 1978.

O projeto, agora chamado de “Atari PAM”, que significava “Atari Personal Arcade Machine” e que, acredite, quase foi o nome final do console, consistiu em pegar o hardware dos computadores 400/800 e transformá-lo em um console de videogame. Basicamente, o Atari 5200 é um computador Atari 400, só que nenhum software escrito para esse computador funciona nele já que alguns detalhes importantes da arquitetura foram deliberadamente alterados. Nesse ponto o novo console já se chamava “Atari Video System X” ou “VSX”. Com 1981 terminando e já preparando terreno para seu futuro lançamento a Atari mudou o nome do Atari VCS para Atari 2600 e renomeou seu novo videogame para seu nome definitivo: Atari 5200 Supersystem. A ideia da Atari era mostrar que seu novo videogame tinha o dobro de potência do anterior.

Todo o projeto do Atari 5200 foi praticamente feito em pouco mais de um ano. Do projeto do Atari 3200 nada foi aproveitado e isso se tornaria uma enorme fonte de problemas na vida do 5200. Outro ponto importante é que em 1982 a Atari levou um susto ao saber detalhes sobre o console que a Coleco estava preparando, que era muito superior ao do 5200. Isso os fez correr para mudar vários pontos do seu projeto, virando-se para o hardware do computador Atari 800 e, esse tipo de atitude, nunca acaba bem. No fim das contas o 5200 acabou se tornando um Frankeinstein com uma base do Atari 400 e enxertos vindos de última hora do Atari 800. Se a equipe de engenheiros da Atari tivesse mais um ou dois anos para trabalhar no projeto eu realmente acredito que eles teriam lançado o videogame definitivo da 2a. geração. Infelizmente eles não tiveram esse tempo, correndo para entregar o Atari 5200 para as vendas do natal de 1982. Em novembro de 1982 chegou as lojas o videogame Atari 5200, feito para concorrer com o Intellivision. Pois é. O Atari 5200, durante grande parte do seu projeto foi pensado para ser melhor que o Intellivision, mas, efetivamente, ele bateu de frente com o ColecoVision, lançado em agosto de 1982.

O Atari 5200, uma mistura dos computadores Atari 400 e 800. Foto Evan Amos. Reprodução Autorizada.

Os problemas relacionados ao projeto não demoraram a aparecer. O 5200 não era compatível com os cartuchos do Atari 2600, o que afastou muitos consumidores que tinham uma biblioteca enorme de jogos do antigo sistema. Essa decisão foi tomada durante o projeto quando a Atari fez a mudança para o hardware dos computadores Atari 400/800 e que eram incompatíveis com o Atari 2600. Mesmo que você tentasse não conseguiria encaixar os jogos do Atari 2600 no 5200 já que as entradas de cartuchos eram de tamanhos diferentes. Só que os concorrentes não estavam parados. A Mattel lançou seu adaptador de jogos do 2600 para o Intellivision e a Coleco fez o mesmo para o ColecoVision, causando a irá da Atari que entrou com processos judiciais contra os dois concorrentes, mas, no final, achou melhor fazer um acordo para receber royalties sobre os adaptadores do que levar o processo até o final e que apontava para a vitória da Mattel e da Coleco. Quando finalmente a Atari lançou seu próprio adaptador de cartuchos o sistema já havia caído em desgraça entre os gamers da época.

O 5200 era enorme, tinha entrada para 4 joysticks e locar para guardá-los, mas só dois cabiam na doca. Foto Evan Amos. Reprodução Autorizada.

Em outra decisão equivocada de projeto, a Atari fez modificações suficientes no hardware do 5200 para que ele ficasse incompatível com os jogos lançados para os computadores Atari 400 e 800. Eles tinham basicamente o mesmo hardware, ou quase, mas os donos de um desses computadores não conseguiam rodar nenhum software no 5200, deixando todos bastante irritados.

Outro ponto de debate até hoje são os controles do Atari 5200. Apesar da lenda contada em muitos sites na internet eles não eram tão frágeis assim. Conversei com várias pessoas que foram donas de Atari 5200 e, segundo eles, os controles aguentavam bem, só que haviam outros problemas. Um dos mais complicados era que os controles tinham uma empunhadura estranha e cansativa para muitas horas de uso, apesar do joystick analógico ser agradável de usar. O maior problema do joystick é que não era auto centralizável, ou seja, você o movimenta para uma direção e lá ele continua até que você retorne ao centro ou mude a direção. Para alguns poucos jogos lançados para o Atari 5200 isso ajudava, mas, na grande maioria, como em Pac-Man isso era um problema sério devido às suas curvas fechadas e necessidade de mudanças bruscas de rota. Também havia muita reclamação com relação à borracha que envolvia o controle. Ela se desgastava rapidamente nas primeiras unidades lançadas. Os botões do controle, de borracha simples, também o tornavam extremamente impreciso e forçavam o jogador a usar mais força que o necessário. A engenharia da Atari sabia dos problemas e chegou a pedir que o lançamento do 5200 fosse adiado, mas a concorrência do Intellivision e a iminente chegada do ColecoVision fez com que a Atari mantivesse seus planos e os problemas com os controles foram sendo sanados durante a vida útil do aparelho. Outra decisão que causou ainda mais danos à imagem já desgastada do console.

Controle do 5200 e seu conector. Foto Evan Amos. Reprodução Autorizada

Outra coisa que incomodou os compradores do Atari 5200 era seu tamanho. Ele era enorme! O console era mais largo e comprido que o normal pois tinha um local para guardar os controles. Isso foi uma decisão estratégica da Atari que queria que seu console fosse maior que o seu antecessor para mostrar que era superior, em uma tipica decisão de pessoas que parecem nunca terem jogado em um videogame na vida e nem pareciam controlar uma empresa que fazia videogames. Isso praticamente inviabilizou sua venda em mercados como o japonês onde cada espaço conta. Mesmo nos espaçosos lares norte americanos ele era um trambolho que ocupava um bom espaço. Mesmo assim tinha um design elegante e muito bonito que se destacava de seus concorrentes. Posteriormente a Atari lançou uma versão menor, mas o console perdeu duas entradas de controle das quatro existentes no modelo original.

O Atari 5200 não era só problemas. A questão dos controles foi sendo solucionada pela engenharia da Atari ao longo do tempo. O único ponto que eles não resolveram foi a questão da alavanca do controle se auto centralizar. A Atari chegou a ter o protótipo desse controle terminado e pronto para lançamento, mas cancelou o projeto e descontinuou o videogame antes que pudesse chegar à linha de produção.

Ele também inseriu uma novidade no mundo dos videogames. Seu controle, além do teclado numérico padrão nos consoles dessa época, tinha mais três botões: Start, Reset e Pause. Foi o primeiro videogame a ter o recurso de pausa. O console também tinha quatro entradas para controles, permitindo até quatro jogares simultâneos, algo que só se via em alguns arcades.

Mas o Atari 5200 foi mesmo um fracasso? Particularmente eu acho essa uma pergunta difícil de responder. O sistema vendeu 1 milhão de unidades entre o final de 1982 e maio de 1984, quando foi descontinuado já no auge do Crash dos videogames. Com certeza, para a Atari, o 5200 foi um enorme fracasso já que ela esperava atingir vendas tão expressivas quanto as do Atari 2600. Analisando de fora disso tudo, 1 milhão de unidades não é algo desprezível. O Intellivision vendeu 2 milhões de unidades em um período de tempo maior e é considerado um sucesso comercial, mas, para o líder de mercado, como a Atari era, parece ter sido um grande balde de água fria.

Outro detalhe é que o Atari 5200 não era um videogame ruim. Era uma máquina poderosa e, apesar de ter sido criado para concorrer com o Intellivision, concorreu diretamente com o ColecoVision e se a Atari tivesse tido mais atenção na estratégia, teria brigado de igual para igual com o videogame da Coleco.

Lembra quando eu disse que a Atari concorria com ela mesma? Então, esse foi o problema com o 5200. Tecnicamente ele não é um sistema que podemos colocar em outra geração de consoles. Ele é, sim, uma evolução do Atari 2600 já que os dois nascem da mesma base tecnológica. Só que ao lançar o 5200 a Atari continuou focada na produção de jogos para o Atari 2600, limitando-se a lançar versões melhoradas, algumas nem tanto, de jogos de sucesso para o Atari 5200. Ou seja, mais do mesmo. Enquanto isso a Mattel criava jogos diferentes e a Coleco focou-se em portar os jogos de sucesso nos arcades para seu console, trazendo logo no lançamento o jogo Donkey Kong. Para uma criança e adolescente dessa época a escolha não era tão difícil assim, sem falar que o preço dos consoles era praticamente o mesmo, pelo menos no lançamento. O que define um console de videogame são seus jogos e nesse ponto o Atari 5200 pecou feio. Ele tem ótimas versões de jogos que o pessoal já havia jogado à exaustão no Atari 2600 e não trouxe praticamente nada de novo, como o ColecoVision ou mesmo o Intellivision. A Atari achou que bastaria ter um sistema mais potente e fazer os mesmos jogos, dando um banho de loja e todos comprariam. Uma pena, já que um sistema com o poder que o Atari 5200 poderia ter trazido toda uma gama incrível de jogos, mas acabou em segundo plano por uma estratégia pouco inspirada da sua própria criadora. Por fim o console foi mais uma vítima do crash dos videogames de 1984 em que a própria Atari tem uma boa dose de culpa no evento.

Resumo

Nome Oficial:

Atari 5200

Fabricante:

Atari Inc.

Data de Lançamento:

Novembro de 1982

Descontinuado:

Regiões de Lançamento:

Jogos Lançados Oficialmente:

Preço no Lançamento:

Preço Atualizado 2025:

Unidades Vendidas Oficialmente:

Maio de 1984

América do Norte

69 Jogos

US$ 269

US$ 878

1 milhão

Ficha Técnica

CPU:

Velocidade da CPU:

Memória:

MOS Technology 6502C de 8 bits, customizado para a Atari

1,79 MHz

16 KB de RAM

Vídeo:

Chips gráficos customizados ANTIC (GPU) e GTIA (Gerador de Sinal de Vídeo)

Resolução de Tela:

14 modos de resolução indo de modo texto até o overscan de 384×240

Cores:

256 cores, sendo 16 cores simultâneas

Áudio:

4 canais PSG (Programmable sound generator ou Gerador de som programável) de som via chip de som POKEY

Controles:

4 controles com joystick e teclado numérico (o console era acompanhado de 2 controles), 4 botões de ação e 3 botões com as funções Start/Pause/Reset, conectados por cabo por um conector db15 destacável.

Mídia dos Jogos:

Cartucho com ROM de até 32 KB

Saída de Vídeo:

Sinal de vídeo RF modulado