Em 1975 a Intel vendia o microprocessador 8080 por US$ 179 e a Motorola cobrava US$ 175 pelo 6800. A MOS Technology lançou o 6502 por US$ 25. Chuck Peddle, um dos fundadores da MOS, sabia: o preço baixo colocaria um computador em cada lar. A estratégia funcionou.

Com 3.510 transistores e 1 MHz, o chip era simples, mas engenhoso. Acessava 64 KB de memória e usava “página zero” para operações rápidas. Sem firulas, mas eficiente. Projetado para ser barato e fácil de integrar.
A lista de máquinas que usaram o 6502 é, praticamente, a história da computação pessoal: Apple I e II, Commodore PET, VIC-20, o lendário C64 (com seu 6510), Atari 400/800, BBC Micro e o Nintendo Famicom/NES. E não podemos deixar de falar do, provavelmente, o videogame mais famoso de sua época, o Atari VCS, masi tarde rebatizado como Atari 2600, que usava uma variante ainda mais simples: o MOS 6507. Um chip, três continentes, uma revolução. Milhares de pessoas tiveram acesso a videogames e computadores graças esse microprocessador.

Seu conjunto de instruções simples e os chips de suporte 6522 criaram um ecossistema que designers adoravam. Enquanto a Intel focava o mercado corporativo, o 6502 dominava as salas de estar e os quartos do mundo.
Foi o cérebro de uma geração que aprendeu a programar com PEEK e POKE. Seu legado vive em museus e na filosofia RISC. Vale mais um chip barato que muda o mundo ou um caro que dita padrões?

Fonte: Wikipedia; Seneca College; StackExchange; Clube do Hardware.
Curiosidade do @clubedosdrivers
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