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Não. Esse não é um assunto novo e, muito provavelmente, em algum momento, já passou pela cabeça de quem gosta de um bom retrogame: Jogar em um emulador ou comprar aquele console da sua infância que você tanto sente saudades?
Posso dizer que já passei pelas duas fases e, neste artigo, coloco minha singela opinião e impressões sobre o assunto.
Comprando consoles
Ter a chance de jogar no hardware original é inigualável. A sensação de montar o console, conectá-lo à televisão, colocar o jogo e ligar o aparelho é inigualável. Os cheiros de peças eletrônicas, o peso do controle, a tarefa de escolher um jogo, os sons originais e até aquele ruído na imagem da TV CRT, a boa e velha TV de tubo de raios catódicos, fizeram parte da minha infância e adolescência. Nada de TVs com alta definição e imagens absurdamente nítidas, só uma TV de tubo de 20 polegadas da Telefunken e meu velho Philips Odyssey de guerra.
Telas gigantes e alta definição é algo recente, principalmente aqui no Brasil. A molecada de hoje, que começou a jogar em Playstation 3 e XBox 360 jamais vai entender o que era assoprar um cartucho de jogo que se recusava a “pegar” ou virar o videogame de ponta-cabeça para fazer o CD rodar. A gente se irritava, dava vontade de jogar tudo contra a parede mais próxima, mas, quando tudo funcionava… Ah, cara. Era mágico! Lembrar isso traz aquela nostalgia gostosa de tardes de jogatina com os amigos.
Por essas e outras que acabei comprando um videogame Philips Odyssey totalmente restaurado, igual ao que eu tinha nessa época, e mais uns três jogos que eu amava jogar lá em 1984. Mas não somente ele. Houveram outros. Muitos outros. Um Wii, um Wii U, um PS2 FAT, outro PS2 Slim, Ataris, Nintendinhos, Mega Drives, XBox 360 entre outros. Nem vou falar dos jogos. Tudo muito lindo e, não posso negar, muito prazeroso de vê-los arrumadinhos, cada um no seu nicho. Tudo como eu mais desejava na longínqua década de 1980. É nesse momento que você olha tudo isso e pensa: “Vou jogar muuuuiiiiitooo!!!!”. Só que não.
Com o tempo descobri que o que me motivava era comprar e arrumar tudo do jeito que eu imaginava quando moleque. Agora, jogar, que é bom? Aí são outros quinhentos.
O ideal seria ligar cada um dos videogames pelo menos uma vez por semana por, pelo menos, uma hora, entretanto, rapidamente notei que isso não seria algo viável na minha vida de adulto. E isso traz um probleminha. Equipamentos eletrônicos sem uso por longos períodos de tempo estragam, ainda mais quando falamos de videogames que, em sua grande maioria, tem mais de 30 anos de existência. Mesmo que o console nunca tenha saído de sua caixa, após mais de 15 anos guardado, é provável que ele pife assim que for ligado à energia elétrica e você descobrirá que não vai jogar sempre que tiver vontade. Esse desejo de jogar vai depender de alguns capacitores que não gostam de envelhecer e acabam explodindo e vazando um líquido ácido sobre outros componentes da placa mãe do seu nostálgico videogame de estimação. Minha vivência com esses meus diversos consoles velhos mostrou que tempo para jogar, também é algo escasso. Ao contrário da minha infância, em que eu tinha tempo de sobra, e muita vontade, para passar horas na frente da TV, a vida adulta traz desafios bem diferentes. Após uma semana de trabalho, é muito comum você procurar outros programas para fazer com a família. Muitas vezes a escolha tende para assistir um filme com a esposa e desligar a mente, do que brigar com um console de videogame gagá que resolve que não está afim de funcionar. Por fim, notei que muitas vezes, em vez de jogar, eu passava mais tempo fazendo manutenção e limpando meus videogames da implacável poeira que insiste em se acumular, do que efetivamente jogando.
Outra descoberta é que manter esses consoles velhos de guerra funcionando nem é a parte mais complicada. Deixar os controles desses consoles funcionando é ainda mais desafiador. Por ficarem diretamente em contato com as mãos, nem sempre com a devida delicadeza, eles tendem a se deteriorar com maior rapidez. Abrir controle, limpar, ajustar e fechar tudo, torcendo para que volte a funcionar é uma aventura ainda maior e pode se tornar um filme de terror bem rápido.
Porém, apesar do que pode parecer pelo meu relato acima, eu gosto dessa dinâmica. No fim, o verdadeiro problema de ter um console original é conseguir os jogos. Os mais comuns não são problema. Agora, se você quiser experimentar aquele jogo que teve cópias limitadas por algum motivo ou testar um jogo do qual você ouviu falar em algum momento da sua vida, nem que seja só para ver como é…bom, o videogame físico não é a melhor escolha. Principalmente se você considerar os valores absurdos que esses jogos têm atingido. Full sets de alguns consoles, para nós brasileiros, é um desafio para poucos. É verdade que agora existem os cartuchos conhecidos como “Everdrive” que permitem a inserção de diversas ROMs e permitindo jogá-los diretamente no console de origem. Se ele estiver funcionando, claro. Porém, dependendo do modelo do videogame, os preços de um cartucho desse tipo pode ser proibitivo. Se o seu videogame funciona com discos ópticos, então você pode ter que partir para procedimentos mais complexos e invasivos no seu videogame.
Dando uma Chance aos Emuladores
Descobri os emuladores ainda na década de 1990. O primeiro emulador que usei foi o MAME, ainda em suas primeiras versões onde, para se jogar, era necessário digitar os comandos de chamada do emulador no prompt de comando texto do sistema operacional. Por muitas vezes era muito chato e complexo fazer isso, porém, era a única maneira de reviver os saudosos jogos em que eu gastava fichas e mais fichas em fliperamas diversos aqui da minha cidade. Naquela época jogávamos usando o teclado. Para descobrir qual tecla fazia o que, eu pressionava tecla por tecla até achar os comandos corretos. Apesar do que possa parecer, me diverti muito. Ter uma máquina de arcade em casa era um sonho impossível diante dos custos de tais equipamentos. Se manter um console de videogame antigo é uma tarefa, por muitas vezes, complicada, então imagine conseguir uma daquelas enormes máquinas de arcade para colocar no meio da sua casa. Inviável é a palavra que me vem à cabeça e não só pelo tamanho. Cada máquina de arcade, salvo raras exceções, roda somente um jogo e tem características construtivas diferentes, mesmo quando são feitas pelo mesmo desenvolvedor. Lá em 1996, nos meus tempos de faculdade e nenhum dinheiro, então? Impossível! Dessa necessidade nostálgica acabou surgindo meu amor pelos emuladores.
Desde essa época eu tenho acompanhado de perto o cenário da emulação. Com o tempo fui descobrindo os emuladores dos consoles mais antigos, como o Atari 2600, Colecovision, Intellivision, Nintendinho e muitos mais. Atualmente é possível rodar qualquer sistema que já existiu com um computador relativamente simples. Consoles mais recentes, que usam e abusam de gráficos 3D podem exigir um hardware mais parrudo, com uma placa de vídeo um pouco mais poderosa. Quando eu comecei emulando jogos de fliperama com o MAME, meu computador era um 486DX4 de 100MHz que era capaz de rodar qualquer jogo criado nos anos 1980 e da primeira metade da década de 1990, já que o pessoal que programa esses emuladores sempre levou muito a sério a otimização do código, visando extrair o máximo do hardware que vai emular os jogos.
A questão da otimização sempre foi algo muito importante para os desenvolvedores de emuladores. Emular um hardware é, de modo bem simplista, simular um hardware físico através de um software. Não é algo novo. Só para citar um exemplo, quando a Atari estava criando o seu primeiro videogame, o VCS, depois rebatizado como 2600, os primeiros jogos eram feitos e testados em um emulador feito em um computador PDP-11. A ideia sempre esteve por aí. Só que simular um hardware via software implica em alto processamento. É necessário que o computador que vai rodar o software de emulação tenha um hardware razoavelmente superior ao hardware original que está sendo emulado. No caso de videogames mais antigos, isso não é um problema atualmente. Qualquer computador com um processador i3 simples e uns 4GB de memória RAM dá conta do recado. Entretanto, consoles como o Xbox clássico, Playstation 2 e posteriores, vão exigir hardware mais poderosos.
Os emuladores, também, abrem um mundo novo para um retrogamer. Foi por meio dos emuladores que conheci muitos consoles de videogame e sistemas de computadores que, de outra forma, jamais teria tido acesso. Videogames como o Atari Jaguar e o 3DO, por exemplo, só recentemente tive a oportunidade de ver e jogar no hardware original. Outro ponto que gosto muito nos emuladores é a possibilidade de ter acesso ao full set de jogos de cada console com facilidade. Isso permite experimentar muitos jogos que nem mesmo sabia que existiam. No caso dos arcades, tive acesso a uma infinidade de variações de jogos que eram alterados devido a legislação de países ou por empresas que faziam modificações. Toda uma história que, na minha adolescência, sequer imaginei existir.
Nem tudo são flores, obviamente. Apesar dos esforços dos programadores, muitos desses programas não conseguem emular o hardware original com perfeição. É possível que para quem nunca jogou no hardware original as diferenças não sejam perceptíveis, mas, para quem teve acesso, pode notar diferenças nos sons, músicas e, até mesmo, velocidade do jogo. Outro ponto está na questão dos controles. Dificilmente é possível encontrar um controle igual ao do hardware original para ser conectado ao computador. O mais comum é a utilização de algum tipo de controle genérico. Nada que impeça a jogatina, porém, se você for mais purista, vai quebrar a imersão. Ainda com relação aos controles, muitos reclamam de delays na leitura dos comandos. Isso era mais perceptível em computadores antigos e com controles que eram conectados à porta serial e que, possivelmente, você conheça pelo nomenclatura DB9. Atualmente, esse delay é bem difícil de ser notado. Mesmo assim é possível encontrar inúmeros vídeos na internet com pessoas demonstrando esses delays. No meu caso, praticamente não noto tal situação. Outro ponto que pode incomodar é que nem todos os jogos funcionam perfeitamente. Emuladores que simulam consoles mais populares como Atari 2600, NES, Master System e Mega Drive, por exemplo, tem emuladores capazes de rodar praticamente qualquer jogo da biblioteca desses consoles com praticamente 99,9999% de precisão.
Console Antigo, TV Moderna e o Emulador no Meio
Esse aqui é um dos pontos mais complicados de se ter um console antigo. Tentar ligar um console antigo, como meu velho Odyssey de guerra em uma TV LCD moderna pode não ser algo tão trivial. Logo você descobre que as saídas de vídeo usadas em 1984 não são mais usadas na sua TV moderna. Para conectar uma velha saída RF do seu retrogame, algum tipo de adaptador será necessário. Depois vem a regulagem da TV. Algumas TVs modernas não gostam muito desses sinais arcaicos emitidos por aparelhos antigos se recusando a mostrar a imagem e, quando mostram, é algo ainda pior do que era originalmente. No caso do meu Odyssey, eu parti para a solução radical e mandei converter a saída RF para uma de áudio e vídeo com cabos RCA. Se você não quiser fazer essa cirurgia no seu console todo original e jogar como era na época em que ele era novo e você um ranhento, vai ter que apelar e conseguir uma TV de tubo. Aí, sim, você vai ver o que é aventura.
Se com todos os consoles antigos que você eventualmente tenha, ainda não fez amizade com um técnico de alguma assistência técnica de eletrônica, então prepare-se caso sua decisão for conseguir uma TV CRT. A alguns anos eu me aventurei a tentar achar uma e, para minha surpresa, até não foi difícil localizar várias que me interessaram. Só que, atualmente, não deve existir no Brasil, nenhuma TV de tubo com menos de 10 anos de idade. Pode não parecer muito, mas essas TVs são equipamentos bem mais sensíveis a problemas do que outros tipos de aparelhos eletrônicos. O conjunto de peças que fazem a imagem aparecer trabalham com temperaturas e tensões elétricas elevadas, por isso são mais suscetíveis a problemas e, raramente, passam dos 10 ou 15 anos de durabilidade. Aí você pensa: OK, é só mandar aquela manutenção preventiva, trocar as peças velhas e tudo certo! Certo?
Errado!
Primeiramente você vai precisar achar uma assistência técnica que queira fazer o serviço.
Spoiler?
Nenhuma delas quer mexer com essas TVs trambolhos. E não é preguiça ou má vontade dos técnicos. O problema são as peças. As peças cruciais para o funcionamento dessas TVs simplesmente não existem mais. Não estou falando de componentes simples como resistores e capacitores, mas de coisas como o tal do flyback, tubo de imagem e a parafernalha acoplada a eles para produzir a imagem. Se o problema for o tal do tubo de imagem, então? Já era. É praticamente impossível achar um novo dentre os inúmeros modelos de TVs que foram fabricadas. Adaptar um tubo de imagem de outro modelo de TV, até onde sei, só se o seu técnico for o Indiana Jones da eletrônica.
Porém, se você conseguir passar incólume por essa selva de problemas… Ah… Meu amigo, aí sim você terá uma experiência real para jogar seu retrogame preferido. Pelo menos até a TV dar problema novamente.
E a questão da imagem é, provavelmente, o ponto mais controverso dos emuladores. Para videogames como Xbox, Playstation 2 e 3, por exemplo, os emuladores conseguem melhorias gráficas consideráveis nas imagens geradas deixando os gráficos em alta definição (desde que seu computador suporte, claro), melhorando a experiência. Porém, emular videogames muito antigos como os da década de 1980 e 1990 (Atari 2600, Nintendinho, Master System, Mega Drive e SNES, só para citar os mais famosos) já é outra história. A alta resolução dos monitores de computador e das TVs modernas acabam mostrando toda a imperfeição gráfica que as antigas TVs de tubo disfarçavam. Além do processo de geração de imagem do videogame para a TV ser suscetível a geração de ruídos, a resolução de uma TV de tubo, segundo o tio Google é de 480i (480i = 640 x 480 pixels ou 480 linhas visíveis na vertical por 330 linhas visíveis na horizontal). Essa resolução é absurdamente baixa quando comparada a qualquer TV atual (Plasma, LCD, OLED, etc) que trabalham na faixa HD (720p) e Full HD (1080p), com TVs 4k já sendo bem comuns e nem vou falar das novas TVs de 8K que tem uma resolução de tela altíssima que até computadores dotados de placas de vídeo mais recentes têm dificuldade de gerenciar. Dito isso, pegue a resolução padrão de jogos do NES, o Nintendinho de 8 bits, que era de 256 x 240 pixels (um quadradinho bem pequeno de 9 cm de largura por 8,5 cm de altura) e jogue em uma tela pequena de 32 polegadas. Você vai enxergar todo o serrilhado dos gráficos que você nem imaginava que estavam lá.
A pergunta que fica é: Isso afeta a jogabilidade?
Não, não afeta, mas afeta uma coisa muito mais ampla e difícil de medir: A experiência de jogo que seu cérebro vai instantaneamente comparar com aquela lembrança carinhosa que você tem de uma época que não volta mais. Isso tira parte da mágica, querendo você assumir isso ou não. Quer um exemplo? Quando eu jogava “Didi na Mina Encantada” na minha já citada e falecida TV Telefunken, as cores geradas pelo Odyssey eram muito brilhantes, em especial o azul ciano e o vermelho. Passar de fase no jogo causava um efeito estroboscópico na sala escura que, não sei como, não causava convulsões em quem estava jogando. Essa é uma lembrança que eu guardo dessa época. Entretanto, ao jogar o mesmo jogo no emulador, notei essa total falta de brilho nas cores. brilho esse, que cheguei à conclusão, ser um efeito a mais causado pelo tipo de funcionamento da TV CRT, mas não compartilhado pelos monitores e TVs com LCD, por exemplo. Já testei o emulador em outros tipos de tela moderna, e nunca consegui o efeito que minha Telefunken gerava. E isso, querendo ou não, tira um pouco dessa magia para mim.
Voltando aos serrilhados, um efeito da baixa resolução das imagens dos consoles antigos, podem ser ajustados por meio de filtros gráficos que existem no emuladores modernos. Entretanto, os resultados variam bastante. Eu particularmente gosto e não me atrapalha em nada, porém conheço bastante gente que detesta. É uma questão bem pessoal. Aí, meu amigo, só tem um jeito: caçar uma TV de tubo e enfrentar as maravilhas e problemas advindas dessa escolha.
Enfim, Comprar o Videogame ou Usar o Emulador?
Ah, meu caro, se você teve paciência de ler tudo o que escrevi até aqui, notou que eu não tenho a resposta definitiva. A única resposta que tenho é de que a escolha depende do que você deseja. Se você quer jogar jogos de toda e qualquer plataforma que já existiu e não quer investir pequenas fortunas, sua escolha são os emuladores. Agora, se você deseja relembrar uma fase saudosa da sua vida, com tudo o que tem direito, compre o console que você tinha, os jogos e seja feliz.
Eu vou na primeira opção. Atualmente tenho somente alguns videogames físicos com uma seleção do que de melhor foi lançado para a biblioteca deles. O restante jogo em emuladores, que é muito mais prático e onde posso ficar pesquisando e testando jogos desconhecidos ou dos quais só ouvi falar.
Finalizando
Por fim, preciso contar o que me motivou a escrever esse texto. Como eu disse anteriormente, eu tenho um Xbox 360, comprado novo em 2014 (um desses achados difíceis de acontecer). Nele, no momento, estou jogando Batman Arkham Asylum e devo estar quase na metade do jogo. Pois bem, eu sempre destino algumas horas nos finais de semana para jogar e, qual não foi minha surpresa, ao tentar ligar o console para continuar minha jogatina, nada aconteceu.
Nenhuma luz acendeu! Um péssimo indicativo de que as coisas não estavam nada bem. Como um retrogamer preparado, saquei meu multímetro e comecei a medir a saída de energia da fonte, que se mostrou perfeitamente dentro do esperado. Seguindo o manual do retrogramer, segui para o passo 2: pesquisar o problema no Youtube. Rapidamente descobri que o problema é um defeito crônico do aparelho Xbox 360 Super Slim. Um minúsculo regulador de tensão que é responsável por informar à placa mãe que o botão de ligar foi pressionado, fazendo o aparelho acordar. Esse minúsculo componente queimou. Lembro de ter pensado: Mas como pode um console novo ter um problema assim?
Aí é que está. O console não é novo, meus amigos. Depois de ter pensado nessa pérola é que me dei conta de que esse videogame, que comprei novinho, já passa dos 12 anos de uso. Um dos males do colecionismo. Claro que os modelos da Nintendo e da Sony, bem antigos, também, não apresentam problemas. Porém, não importa a qualidade construtiva desses aparelhos, invariavelmente, mais cedo ou mais tarde eles vão pifar. O problema nem é quando, mas, sim, o que fazer quando isso acontecer. Quem poderá fazer a manutenção em equipamentos tão antigos? São cada vez mais escassos os técnicos que se dispõem a consertar esses equipamentos. E ainda tem a questão das peças. Até quando será possível conseguir peças para esses consoles velhos?
Estou na fase de buscar uma eletrônica que mexa com isso sem detonar meu aparelho.
Entretanto, a pergunta que não quer calar: porque gastar em um concerto como esse se existe o emulador? Até quando vamos conseguir manter essas relíquias eletrônicas funcionando? Porque, querendo ou não, há um limite para isso. Mesmo jogos gravados em mídia óptica como CDs e DVDs vem apresentando problemas após tantos anos de fabricação e uso.
No caso do Xbox 360, a emulação ainda não é perfeita, sem falar que eu não tenho um computador com o poder de processamento necessário para rodar os jogos feitos para esse console. Só que para uma grande parte dos retrogames antigos, já existem emuladores que conseguem rodar praticamente todos os jogos das suas bibliotecas. Querendo ou não, a emulação vai ser essencial na preservação dos jogos e da maneira como eles funcionavam originalmente. Então, aproveitemos os consoles físicos enquanto ainda pudermos, mas nunca esqueça que não é e nem será a única forma de se divertir com eles.
